Código da Felicidade: 6. Auto-aceitação

Por Chris Delboni

4º passo: Aceite-se a si mesmo e suas limitações

Todos nós já ouvimos ao menos uma vez na vida a “Oração da Serenidade”: “Concedei-me, Senhor, a serenidade necessária para aceitar as coisas que não posso modificar; coragem para modificar aquelas que posso; e sabedoria para conhecer a diferença entre elas”.

Aprender a saber a diferença é mesmo um dos segredos do sucesso de nossa busca pela felicidade.

Mas aqui estamos falando de coisas que acontecem fora de nosso controle. Tão importante quanto reconhecer a diferença entre as coisas que podemos mudar e as que devemos aceitar é aprendermos também a respeitar quem somos, nossa essência. Isso implica em reconhecermos o que não podemos mudar em nós mesmos e aceitarmos características que nos fazem ser o que e quem somos, mesmo que às vezes não gostemos delas.

Todos somos, de uma forma ou outra, inseguros. Mas é a forma como lidamos com essa insegurança que determina o resultado de nossas ações. Animais não têm insegurança, por exemplo. Eles têm medos reais. Lutar ou fugir é uma comum e bem conhecida reação psicológica. Contudo, como seres humanos lutamos e fugimos inúmeras vezes sem sair do lugar.

Com base não em medos reais e sim em ilusões construídas por nossas inseguranças, lutamos frequentemente por batalhas erradas e fugimos de situações que, na verdade, poderiam ser oportunidades.

Estamos sempre um passo à frente de algumas pessoas e um passo atrás de muitas outras. Aceitar nosso papel na vida —profissional, amoroso, social e financeiro, por exemplo— é o que nos provê a serenidade e a coragem para seguir em frente. Todos nós conhecemos pessoas que jamais estão satisfeitas consigo mesmas. Em Nova York, há quem reclame das ruas sempre lotadas de Manhattan; em Washington, que a vida noturna é calma demais e tem muita politica; em Miami, que faz muito calor o ano inteiro. Mas isso é a realidade de cada cidade. Não gosta, mude.

Quantas vezes recebemos sinais de que um trabalho já não nos dá mais prazer ou de que um namoro ou relação já não tem mais razão de continuar? É tempo de mudar. Por que não prestamos atenção a esses sinais?

A vida é como um semáforo, com luz verde, amarela e vermelha. A verde é sinal para irmos em frente. A amarela, muito importante, quer dizer, “avalie” se é melhor seguir ou esperar o verde abrir de novo. Nossos erros acontecem normalmente quando avaliamos erradamente o momento e avançamos a luz amarela sem estudar as consequências.

O sinal vermelho é o mais perigoso.

Significa “pare”. Não faça nada nesse momento. Quando cruzamos os faróis vermelhos, quase sempre acabamos com sérios problemas. Espere. Quando tiver verde de novo, siga em frente com segurança. O sinal da vida também sempre acaba abrindo.

 

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Categories: A Felicidade, O Código

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